Avanços na cirurgia e técnicas minimamente invasivas chamam a atenção

O módulo gastrointestinal se inicia com a sessão de tumores neuroendócrinos, em que será feita uma ampla revisão, do diagnóstico anátomo patológico e radiológico, ao cuidado com o paciente. “No tratamento serão abordadas situações como a doença locorregional e metastática, abordagem sistêmica e local”, explica o oncologista do Hospital São Luiz (SP), Marcelo Fanelli que divide a coordenação do módulo com outros médicos, como Ricardo CottaPereira, presidente do Capítulo RJ do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, e Maria de Lourdes de Oliveira, oncologista e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Tumores Gastrointestinais da Oncologia D´Or. Na sessão destinada a câncer de esôfago e estômago, aponta Fanelli, muitos aspectos cirúrgicos serão discutidos. “Questões como a quimioterapia hipertérmica em câncer gástrico e a cirurgia em câncer de estômago avançado, pontos ainda em discussão na literatura serão debatidos”, pontua.

Ricardo Cotta-Pereira chama a atenção para o uso da cirurgia robótica. “A cirurgia utilizando robôs pode beneficiar pacientes na diminuição da dor e do desconforto no pós-operatório, na diminuição do sangramento e no menor tempo de permanência hospitalar”, diz lembrando avanços como a visão 3D e o movimento ‘endowrist’, que mimetiza o movimento dos punhos aplicados à extremidade dos instrumentos e elimina o tremor fisiológico das mãos. “De uma maneira geral, o robô vem demonstrando vantagens nas cirurgias digestivas altas (esofagectmias, pancreatectomias, gastrectomias) e na cirurgia de ressecção de tumores localizados no reto baixo. Obviamente estamos falando de resultados preliminares, analisados retrospectivamente e com um número de cirurgias aquém do necessário para comprovar tal eficácia e as vantagens que temos constatadas na prática diária.”

Já a coordenadora Maria de Lourdes de Oliveira chama a atenção para a necessidade de buscar novos modelos de tratamento. “Nossas sessões estarão direcionadas a discutir as quebras de paradigmas no câncer de colon, com os novos resultados de estudos que apontam para a importância da lateralidade não só como fator prognóstico, mas também como definidor na escolha da terapia”, comenta a oncologista. “Os tumores neuroendócrinos vêm aumentando em incidência no mundo. É uma doença multifacetada que exige cada vez mais do conhecimento de experts, que estarão presentes no evento, discutindo desde os métodos diagnósticos até a incorporação de novas terapias como o Lutécio (como e quando utilizar).”

 

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Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.