O Congresso da Oncologia D’Or chega à sua quinta edição com o desafio crescente, destacado por seu coordenador, o oncologista Daniel Herchenhorn, de acompanhar de perto as novidades na área. “Não me refiro apenas a medicamentos, mas a exames, técnicas de radiografias e outros avanços que veem surgindo em oncologia”, comentou. A necessidade de difundir esta gama de conhecimento, não apenas entre oncologistas, é destaque na entrevista do médico que já sinaliza novidades à frente na direção da multidisciplinaridade.


Quais foram os principais desafios para organizar mais um congresso internacional?

Com o crescimento maior do grupo de oncologia e o investimento da Rede no fortalecimento da área, nosso congresso fica maior e melhor a cada ano. A oncologia vem atravessando uma fase de muitas mudanças, com a chegada de novas tecnologias e não me refiro apenas a medicamentos, mas também combinações e indicações, novos exames, técnicas de radioterapia e de cirurgia minimamente invasivas. Com tudo isso, incluímos neste ano temas que visam não só a discussão destes assuntos, mas também trazem uma nova gama de especialidades ao congresso.

O que você destacaria?
Podemos citar desde o tema da palestra de abertura do doutor Gilberto Lopes que abordará questões relativas ao acesso do tratamento oncológico numa perspectiva mundial, mas  também a presença de módulos focando em radiologia, genética, cardio-oncologia, geriatria e terapia paliativa. O nosso evento vem se tornando cada vez mais completo do ponto de vista científico. Tentamos trazer o maior número de colegas nacionais, sejam eles do grupo ou expoentes de várias partes do Brasil, além é claro de convidados internacionais de centros de referência. Tenho certeza que, mais uma vez, teremos um evento com alto nível científico, marcando não só o calendário do Rio de Janeiro, mas também em termos nacionais.

O Congresso mantém espaço para Gestão e também destinado à Mídia. Qual a relevância dos temas em um evento de oncologia?
Temos um compromisso não só de formar melhor os médicos especialistas que tratam de câncer, mas também profissionais de outras especialidades que se interessam e atendem a pacientes oncológicos. Além desse papel, sentimos que a oncologia ainda sofre com a falta de informação adequada, com mitos e dados sem comprovação. Desta forma, o módulo de mídia tenta aproximar os canais de comunicação com os especialistas, para dividirmos conhecimento que possa realmente ser de grande ajuda à população, não só pela conscientização sobre a doença, mas trazendo esperança e informação sobre tudo que vem ocorrendo de novo na área.

Quais são os principais destaques internacionais?
São tantos os convidados internacionais e nacionais de peso que é difícil mencionar alguém em especial. Mas acho que o doutor Gilberto Lopes pode ser um exemplo, não só por ser brasileiro, mas por ser hoje diretor internacional de um dos 10 maiores centros americanos, o Sylvester Cancer Center e editor chefe do Journal of Global Oncology, a revista da ASCO que busca trazer dados científicos de diversas áreas do mundo, com foco em países em desenvolvimento. Ha grande preocupação hoje com os elevados custos da medicina em geral, e na oncologia isso é muito importante. É nosso papel também trazer esse assunto para debate e acho que será um foco interessante de discussão desde a abertura do evento.

O Congresso completa cinco anos de vida. Foi difícil chegar até aqui?
Somos um time grande de médicos, e de profissionais de saúde, não só no tamanho, mas também em qualidade. Eventos como esse só são possíveis com profissionais de peso e motivados. Isso não é difícil, basta ter vontade e um objetivo claro definido. A direção e a equipe de marketing são peças centrais nesse e em outros eventos, isso não aconteceria sem eles. Acho que cada evento traz consigo um ou mais desafio, pois estamos sempre mudando, crescendo e incorporando novas ideias. Sem dúvida que todo evento gera grande trabalho físico e emocional, mas isso não é nada comparado ao prazer que temos em vê-lo realizado,
um grande orgulho para todos sem dúvida.

Vocês já pensam na sexta edição? Qual o caminho a ser trilhado daqui em diante?
Sempre pensamos adiante, há diversas possibilidades que estão em pauta, queremos inovar e trazer algo que contribua para os médicos coordenadores e para todos os que participam do evento, pensamos em mudar formatos e incorporar cada vez mais profissionais que realmente cuidam do paciente, assim o foco será cada vez maior na multidisciplinaridade, isso é o que posso contar agora!

 

*Entrevista publicada no Jornal Diário do V Congresso Internacional Oncologia D’Or

 

Confira a cobertura completa do Jornal Diário do evento em pdf:
Jornal dia 01 
Jornal dia 02

 

 

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.