Há muito, médicos defendem que homens com câncer de próstata não deveriam receber testosterona, já que o hormônio pode alimentar o crescimento tumoral. Porém, um pequeno estudo traz evidências de que o medo pode ser exagerado, pelo menos em pacientes sem evidência de doença metastática ou recorrente.

Pesquisadores estudaram 13 homens com uma pontuação de 6 ou 7 na escala de Gleason de 10 pontos, indicando câncer de próstata pouco ou moderadamente agressivo. Todos eles inicialmente escolheram a observação cuidadosa ao invés de tratamento para seus tumores. Todos os homens tinham baixa testosterona.

Os homens foram tratados com testosterona por 2,5 anos em média e foram submetidos a biópsias periódicas. Nenhum dos tumores progrediu ou se espalhou para outros órgãos. Um dos indivíduos cuja pontuação havia subido de 6 para 7 teve sua próstata removida, mas o exame patológico final não encontrou doença agressiva.

Os autores reconhecem que o estudo, publicado no início do mês no The Journal of Urology, foi pequeno e retrospectivo. Mesmo assim, é o primeiro a usar biópsias para monitorar os efeitos da testosterona em homens com câncer de próstata localizado e não-tratado.

O autor principal, Abraham Morgentaler, professor associado de cirurgia em Harvard, disse que os achados desse e outros estudos recentes sugerem que os riscos de terapia com testosterona podem ter sido exagerados.

Fonte: The New York Times

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