O teste de ácido nucleico (Teste NAT) no sangue a ser transfundido no Brasil agora é obrigatório. O anúncio foi feito sexta-feira, 8 de novembro, em Brasília, durante a cerimônia de abertura do Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (Hemo 2013), organizado pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

A portaria foi assinada na terça-feira, 12 de novembro, no Gabinete do Ministro da Saude, Alexandre Padilha, e exige a aplicação do NAT em todas as bolsas de sangue do Brasil, tanto no âmbito do serviço público quanto privado, para aumento das chances de detecção de HIV, hepatite C e hepatite B.

A obrigatoriedade do NAT é esperada por médicos, pacientes, sociedade civil e gestores de serviços de hemoterapia e bancos de sangue de todo o país há 11 anos, e sua normatização e regulamentação é uma das bandeiras da ABHH desde2002. Aassociação encabeçou a campanha denominada “Transfusão, só com NAT”, uma iniciativa em defesa da causa e em prol da obrigatoriedade.

Apesar de não haver transfusão de sangue 100% segura, o teste NAT é a ferramenta mais eficaz existente hoje para aumentar a segurança das transfusões de sangue, em complemento aos já obrigatórios testes de Elisa, reduzindo assim possíveis danos ao paciente/receptor do sangue. “O NAT detecta a presença do vírus no organismo e não apenas a reação do organismo ao vírus (anticorpo). O exame reduz o período de detecção na janela imunológica – período em que vírus permanece indetectável no organismo de um indivíduo. Com os dois testes (NAT e Elisa) na análise sanguínea, aumenta a segurança transfusional”, explica o vice-presidente da ABHH, Dimas Tadeu Covas.

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