O tempo de sobrevivência de quem sofre de um tumor agressivo no cérebro dobrou nos últimos 30 anos, afirmam especialistas.

A informação foi publicada no site do jornal britânico “The Telegraph”.

Novos dados mostram que metade dos pacientes continuam vivos após o diagnóstico, o que é “sem precedentes” em comparação à geração passada.

Trinta anos atrás, menos de uma em cada dez pessoas com diagnóstico de tumor glioblastoma multiforme (GBM) sobrevivia por mais de seis meses.

Melhorias no diagnóstico e tratamento permitiram o aumento da sobrevida de pacientes com o tipo de tumor maligno no cérebro.

Pesquisas genéticas pioneiras também podem prever quais tratamentos funcionam para cada paciente e que cuidados podem ser direcionados a elas.

O professor Roy Rampling, da Universidade de Glasgow, que analisou os dados, disse: “Há motivo para otimismo. Eu sinto que a melhor oportunidade para avançar é enfatizar o financiamento de pesquisas em laboratório e pequenos ensaios inovadores”.

No entanto, ativistas dizem que o tempo de sobrevivência pode melhorar ainda mais se houver mais dinheiro dedicado à investigação do tumor cerebral.

Dos 420 milhões de libras gastos por ano em estudos sobre câncer no Reino Unido, menos de 1% vai para pesquisa sobre o câncer de cérebro, que mata 3.400 pessoas anualmente.

O diagnóstico de GBM corresponde a 17% de todos os tumores cerebrais primários e menos de 4% das pessoas diagnosticadas ainda estão vivas cinco anos depois.

Segundo Paulo Carbury, chefe-executivo da Samantha Dickson Brain Tumor Trust, “as melhorias são encorajadoras, mas é evidente que muito mais pode ser feito”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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