Sabe-se que a gordura corporal extra aumenta o risco de desenvolvimento de 11 tipos de câncer. Um novo estudo olhou para a questão com mais profundidade e mostra que perder peso e mesmo manter o peso corporal estável pode reduzir o risco para vários desses tipos câncer, especialmente o de mama pós-menopausa e o de endométrio.

A notícia pode não parecer surpreendente, dado que o sobrepeso também está associado outras doenças como o diabetes, mas é a primeira vez que se tem dados concretos sobre a relação entre gordura corporal e risco de desenvolver câncer.

Os pesquisadores, de instituições como NIH e Universidade da Califórnia, se analisaram dados de 74 mil mulheres com idades entre 50 e 79 anos, buscando informações sobre tempo de obesidade e peso corporal naquelas desenvolveram cânceres após a menopausa. O peso a altura das mulheres foram medidos no início do estudo e novamente três anos depois. Elas também informaram o peso e altura quando tinham 18, 35 e 50 anos.

O estudo mostrou que quanto maior o histórico de sobrepeso das mulheres maiores os riscos de cânceres ligados a obesidade, como cólon, reto, fígado, pâncreas, mama, endométrio, ovário, rim e tiroide. Eles identificaram que para cada década de sobrepeso (IMC maior que 25) ou obesidade (IMC maior que 30), o risco de câncer aumenta 7%.

O risco aumenta 5% por década para o câncer de mama e 17% para o endometrial em mulheres com sobrepeso. Já para aquelas com sobrepeso, o risco é de 8% para o câncer de mama e 37% para o de endométrio a cada 10 anos.

Os resultados reforçam a ideia de que nunca é tarde para mudar os hábitos alimentares e combater o sobrepeso.

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