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22/04/2017  | Sem categoria

5 promessas para melhor diagnóstico e tratamento do câncer

A busca por novos tratamentos e métodos diagnósticos do câncer não param. O conhecimento produzido vem de diversas áreas da ciência e medicina. Na Reunião Anual de Biologia Experimental (EB 2017), que ocorre entre 22 e 26 de abril em Chicago, serão apresentados estudos inovadores que podem oferecer caminhos interessantes no combate ao câncer. Separamos 5 pesquisas promissoras, indo do leite materno às ameixas.

 

1.Em um gota de leite materno, o risco de câncer
A detecção precoce é fundamental para um melhor resultado dos tratamentos do câncer. Para o câncer de mama, a mamografia é o método de rastreamento mais usado, mas ela não é aplicada para mulheres jovens. Pensando em preencher essa lacuna, pesquisadores da Clarkson University e da University of Massachusetts (EUA) estão investigando as assinaturas bioquímicas do câncer de mama detectáveis no leite materno. Comparando amostras de leite de mulheres saudáveis e mulheres posteriormente diagnosticadas com a doença, os cientistas puderam identificar alterações em expressões de proteínas do leite nas amostras da mulheres que depois desenvolveram o câncer. As alterações podem estar associadas ao desenvolvimento do câncer ou ao risco de desenvolvê-lo. A pesquisa pode vir a oferecer um método de diagnóstico precoce e avaliação de risco de câncer de mama de mulheres jovens.


2. Olhando para a membrana das células

Cerca de 30% das drogas atuais têm por alvo os receptores acoplados a proteína G (RAPG) na membrana celular, devido a sua alta seletividade. Mas poucos medicamentos para o câncer usam essa estratégia. Analisando bancos de dados de genomas de tumores, uma equipe de pesquisadores da University of California (EUA), observou que muitos tipos de câncer expressam os RAPGs em níveis mais elevados que as células saudáveis, sugerindo que esses receptores poderiam ser alvo de novas drogas contra o câncer. Os pesquisadores começaram os testes com o adenocarcinoma de pâncreas, que hoje tem opções terapêuticas limitadas. Até o momento, já identificaram mais de 75 tipos de RAPGs nas células do tumor.

Saiba mais no resumo da pesquisa (em inglês).

ameixas-secas

3.Ameixas secas protegem contra o câncer de cólon
Quem nunca um parente mais idoso recomendar ameixas secas para soltar o intestino? A sabedoria popular tem respaldo na ciência. O consumo da fruta está associado com uma melhor saúde do cólon. Em experimentos com ratos, pesquisadores da Texas A&M University estudaram como comer ameixas diariamente afetava a bioquímica do intestino. Os pesquisadores analisaram as mudanças bioquímicas que a dieta causou na digestão e na microbiota dos animais. Observaram que os ratos que comiam ameixas diariamente apresentaram mais bactérias protetoras no cólon, além de menos lesões precursoras de câncer e menos gordura saturada nas fezes. A conclusão é de que comer o equivalente a cinco ameixas secas por dia contribui para a redução do risco de câncer de cólon.

Saiba mais no resumo da pesquisa (em inglês).

4. Nova estratégia contra o triplo-negativo 

A maior parte dos cânceres de mama são estimulados por hormônios (estrogênio ou progesterona) ou recpetores HER2. Mas cerca de 10 a 20% dos casos, os triplo-negativos, não são explicados por esses três fatores e têm hoje poucas opções de tratamento disponíveis. Pesquisadores da Howard University têm obtido bons resultados contra esse tipo de câncer uma uma nova abordagem: manipulando os tumores triplo-negativos para que respondam à terapia tradicional anti-estrogênio. Eles têm sinstetizado em laboratório uma nova susbtância que tem obtido bosn reusltados contra o tumores em experimentos com culturas de células.

Saiba mais no resumo da pesquisa (em inglês).

5. Detectando o câncer de fígado em crianças

O hepatoblastoma é o tipo mais comum de câncer de fígado entre crianças, ocorrendo geralmente antes dos 3 anos de idade. As taxas de sobrevida são altas se a doença é diagnosticada cedo, mas o diagnóstico não é tão simples. Pesquisadores do Children’s Hospital of Pittsburgh estudam marcadores biológicos da doença para ajudar os médicos a detectar o câncer precocemente e acompanhar o efeito do tratamento. Eles analisam a expressão da proteína lipocalina 2, também associada a outros tipo de câncer. No hepatoblastoma, os pesquisadores observaram um aumento de 40 vezes na expressão da proteína em analises de PCR. Em testes de serum de animais saudáveis e com a doença, eles viram que os animais doentes apresentam níveis de lipocalina 2 mais elevados. Os resultados indicam que a a substância pode ser usada como um marcador de tumor.

Saiba mais no resumo da pesquisa (em inglês).

por Sofia Moutinho

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