No Reino Unido, todos os dias, cerca de 35 pessoas descobrem que têm melanoma maligno, um total de 13 mil novos casos por ano. No entanto, cada vez mais pessoas estão sobrevivendo ao melanoma, a forma mais perigosa de câncer de pele. Um relatório do Cancer Research UK revelou que mais de oito em cada 10 pessoas com diagnóstico de melanoma vai sobreviver à doença. Quarenta anos atrás, a taxa de sobrevivência era de apenas 5 a cada 10 pacientes. Se hoje 80% dos homens e 90% das mulheres vivem mais de dez anos após o diagnóstico, no início dos anos 1970 esse número era de apenas 38% dos homens e 58% das mulheres.

Segundo a entidade, os bons resultados são fruto de melhores tratamentos e do diagnóstico precoce. A pesquisa genética em melanoma também tem tido progresso.

A lista de falhas genéticas conhecidas que causam melanoma está crescendo, o que abre portas para novas drogas direcionadas a esses genes defeituosos.

Para investigar a genética do melanoma, estudos estão acompanhando a ação da luz ultravioleta do sol no DNA para desenvolver novos tratamentos que tenham como alvo as alterações genéticas que podem ser responsáveis ​​pelo câncer, além de investigar como o sistema imunológico reage à doença. Os cientistas descobriram, por exemplo, que as pessoas que herdaram um gene defeituoso chamado p16 ou CDKN2A têm maior risco de desenvolver melanoma do que aquelas que não têm esse gene. Um estudo de longo prazo está sendo realizado para descobrir como os genes e o ambiente afetam o risco de desenvolvimento de melanoma.

Atualmente, cerca de 100 novas drogas estão sendo desenvolvidas para o tratamento de melanoma, e novas combinações de medicamentos mostram tratamentos promissores.

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