O rastreamento do câncer de mama não leva a taxas menores de mastectomia, segundo um estudo observacional norueguês publicado no British Medical Journal.

Utilizando um registro nacional de câncer, os pesquisadores examinaram as taxas de cirurgia de mama nos seguintes períodos: antes da mamografia de rotina ser oferecida (1993-1995), enquanto a mamografia estava sendo introduzida (1996-2004), e após o rastreamento estabelecido (2005-2008).

Os pesquisadores observaram que, apesar de as taxas de mastectomia terem diminuído entre o pré-rastreamento e o período de rastreamento já estabelecido, a redução foi registrada tanto entre mulheres elegíveis para rastreamento quanto entre mulheres mais jovens que não eram. Além disso, durante o período de introdução, as taxas anuais de mastectomia aumentaram entre as mulheres elegíveis para rastreamento em 9% e diminuíram entre as mulheres não-elegíveis em cerca de 15%.

Os autores concluem: “Ao contrário do que tem sido afirmado em convites para rastreamento e em sites apoiados por inúmeras instituições governamentais de rastreamento e organizações de caridade relacionadas ao câncer, o rastreamento não leva a uma redução nas taxas de mastectomia.”

Fonte: Physician’s First Watch

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