O câncer de pulmão é o tipo de câncer que mais causa mortes entre os outros tipos de câncer. Com taxas de incidência maiores em homens que em mulheres, contabiliza 1,6 milhões de novos casos anualmente. No entanto, câncer de pulmão não é apenas uma doença; pesquisas têm mostrado que existem vários tipos diferentes que requerem tratamentos específicos. Um subtipo distinto de câncer de pulmão é definido pela mutação em EGFR (um membro da família ErbB de receptores).

Para esse grupo de pacientes, a Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória americana, aprovou afatinib sob o nome comercial Gilotrif™. O medicamento, produzido pela Boehringer Ingelheim, foi anunciado  como novo tratamento de primeira linha para pacientes com câncer de pulmão não-pequenas células metastáticas (NSCLC), cujos tumores têm receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR).

A aprovação se baseou nos dados do estudo pivotal LUX-Lung 3, que comparou o medicamento isolado à combinação de dois quimioterápicos: pemetrexed/cisplatina. Os dados mostraram que pacientes em uso de afatinib como tratamento de primeira linha viveram por quase um ano sem que o tumor voltasse a crescer (média de sobrevida livre de progressão de 11,1 meses) versus a média de meio ano (6,9 meses) para aqueles que trataram com pemetrexed/cisplatina. Além disso, pacientes com NSCLC que possuem as duas mutações EGFR mais comuns (Del19 ou L858R) usando afatinib viveram cerca de um ano sem a progressão do tumor (13,6 meses) em comparação com apenas cerca de meio ano (6,9 meses) para aqueles que estavam no braço da quimioterapia combinada.

Também foi observada uma melhora dos sintomas do câncer de pulmão e uma melhor qualidade de vida dos pacientes em uso de afatinib comparado aos que receberam o tratamento padrão com quimioterapia combinada.

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