O grupo de pesquisa em tumores geniturinários, LACOG-GU, está à frente da criação de um banco brasileiro de tumores germinativos de testículo, aberto a qualquer pesquisador, médico e instituição interessados.

O banco vai reunir informações sobre os tumores com dados dos pacientes. No momento ainda não está prevista a inclusão de amostras biológicas (sangue e tecido tumoral).

“No nosso conhecimento, este é o primeiro banco de dados de tumor de testículo envolvendo inclusão de pacientes tratados em múltiplos centros brasileiros”, diz o líder do projeto, o oncologista Diogo Assed Bastos. “O uso dos dados de diagnóstico e desfechos de tratamento de doenças neoplásicas são fundamentais para o conhecimento da doença, incluindo informações quanto ao prognóstico, chances de sucesso do tratamento, riscos, entre outros. Grande parte do conhecimento atual de vários tipos de câncer foi obtido através de análises de banco de dados de grandes instituições de tratamento do câncer.”

Os dados coletados ficarão disponíveis para os pesquisadores interessados mediante o envio de propostas de análises e aprovação pela comissão científica da iniciativa.

O banco vai ajudar a entender também se os resultados nacionais são comparáveis aos resultados de tratamento em outros países e se nossa população tem pefil semelhante ao de outros países.

Os interessados em contribuir com o banco podem entrar em contato com através do e-mail lacog@lacog.org.br e pelo telefone (51) 3384 5334.

Sofia Moutinho

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.