Pesquisadores americanos estão testando o impacto de exercícios no nível molecular em sobreviventes de câncer de mama.

Os médicos Rong Li, Sagar Ghosh e Nicolas Musi, do Institute for Health Promotion Research na School of Medicine da University of Texas Health Science Center, em San Antonio, vão testar o impacto de diferentes tipos de exercícios no nível das células adiposas estromais dos participantes.

As células adiposas estromais no sangue têm sido cada vez mais reconhecidas como uma importante fonte para uma variedade de fatores que causam câncer, incluindo estrógenos e citocinas.

Segundo os pesquisadores, no entanto, outros biomarcadores programados para o estudo incluem o fator de necrose tumoral, interleucina 6 (IL-6), a adiponectina, proteína C-reativa e cortisol salivar – conhecido biomarcador de stress.

Durante o estudo, que durou um ano, 90 sobreviventes de câncer de mama, escolhidos aleatoriamente, realizarão exercícios pelo menos três vezes por semana. Serão três categorias de exercícios: uma mais abrangente e feito sob medida, incluindo exercícios aeróbicos individuais, treino de força e flexibilidade; um programa de exercícios de ioga, e outra de exercícios escolhidos à vontade.

“Nossa expectativa é de que os participantes dos programas de ioga e de exercícios abrangentes apresentem melhores resultados em capacidade física, estresse e melhores indicadores biológicos de risco de tipos secundários de câncer no futuro”, diz Daniel Hughes, um dos coordenadores do estudo.

Os participantes dos três grupos farão um teste de capacidade física e serão submetidos a medições no início e no final do estudo.

Fonte: United Press International (UPI)


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