Pessoas que sofreram derrame tem maiores riscos de terem câncer no futuro do que aquelas que não enfrentaram esse problema. A conclusão é de um estudo apresentado na Conferência Internacional sobre AVC deste ano, organizada pela American Stroke Association.

“Nós já sabíamos que pacientes com câncer tinham mais chance de ter um derrame. Mas nos perguntamos o que descobriríamos se olhássemos para os índices de câncer entre os sobreviventes de AVCs isquêmicos”, afirma Malik Adil, chefe da equipe que comandou o estudo. O time analisou dados de 3247 pacientes com mais de 35 anos que sofreram AVCs entre 1997 e 2001.

No levantamento, os pesquisadores descobriram que os índices anuais de incidência de câncer são maiores neste grupo do que na população em geral. O risco é 1.2 vezes maior no primeiro ano e 1.4 vezes maior em dois anos.

Segundo Adil, uma das possíveis causas é que como o derrame reduz a quantidade de oxigênio circulante, devido ao bloqueio das veias, isso pode destruir tecidos e dar início a uma série de eventos que alteram a fisiologia das células e podem levar ao câncer. Os tipos de tumores desenvolvidos pelos pacientes analisados é bastante variado, incluindo pele, próstata, mama, pulmão e bexiga. “O estudo indica que pessoas que sofreram AVC devem discutir com seus médicos a necessidade de antecipar exames de rastreamento”, diz o médico que conduziu a pesquisa.

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