Durante o Congresso Americano de Urologia, ocorrido entre 19 e 23 de maio, em Atlanta, nos EUA, o US Preventive Services Task Force (Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos) apresentou sua recomendação final contestando a eficácia do PSA (exame de sangue utilizado, atualmente, para o diagnóstico do câncer de próstata).

A entidade confrontou os principais especialistas na área de Urologia ao descartar totalmente os dados científicos produzidos por diversas pesquisas, baseando-se apenas no cálculo de que o teste salva apenas uma vida em mil casos da doença, evidência insuficiente para recomendar o uso do teste. A Associação Americana de Urologia contestou a informação e afirmou que o exame, em prática há mais de 30 anos, reduziu pela metade a mortalidade por câncer de próstata.

O parecer gerou polêmica internacional e especialistas do mundo todo se reuniram, ainda durante o evento, para debater o assunto. O receio dos médicos é que com o parecer, seguradoras e governos deixem de arcar com as despesas do exame e a doença faça mais vítimas. “Trabalhamos durante anos para conscientizar os homens sobre a importância dos exames de toque e PSA para o diagnóstico precoce do câncer de próstata e diminuição da mortalidade devido à doença e seria um retrocesso descartar o teste sanguíneo”, afirmou o urologista Daher Chade, membro da Associação Americana de Urologia e da Sociedade Brasileira de Urologia, que esteve presente nos debates ocorridos durante o Congresso.

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