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09/01/2012  | Pesquisa

Cirurgia pode ajudar no câncer de mama avançado

A remoção cirúrgica dos tumores primários de câncer de mama em mulheres que se apresentam com doença metastática pode melhorar o controle local da doença e possivelmente a sobrevida global, disseram os pesquisadores.

Em um estudo, a progressão local ocorreu em 28 de 64 mulheres (43%) que não foram tratadas com cirurgia e em 7 de 46 mulheres (15%) submetidas à cirurgia para remover o câncer (P <0,001), disse Sara Samiee, residente em radiação oncológica no Ottawa Regional Cancer Center.

Na apresentação de seu pôster na reunião anual San Antonio Breast Cancer Symposium, Samiee afirmou que a sobrevida global mediana foi de 33 meses para as mulheres que não passaram pela cirurgia e 49 meses para as mulheres que fizeram (P = 0,016).

“O tratamento ideal da doença local em pacientes com câncer de mama metastático concomitante é desconhecido”, disse.

Ela afirmou, no entanto, que em seu estudo, ”a remoção do tumor primário intacto para pacientes com câncer de mama estágio 4 com sincronicidade está associado à melhora na doença local e sobrevida global.”

Segundo ela, a natureza retrospectiva do estudo pode ter levado a uma distorção dos resultados, pois algumas algumas mulheres não selecionadas para a cirurgia poderiam ter outras co-morbidades que teriam impedido que se tornassem candidatas a cirurgia.

Em um segundo estudo, apresentado na conferência e publicado na edição atual da revista científica The Breast, pesquisadores do Japão sugeriram que a ressecção do tumor primário em pacientes com câncer de mama avançado não tenha um benefício na sobrevida global.

No entanto, o autor Masato Takahashi, diretor do Hokkaido Cancer Center, em Sapporo, afirmou que em pacientes selecionados poderia haver um benefício.

Em seu estudo, os pesquisadores não conseguiram identificar a diferença na sobrevida global entre as 36 pacientes que optaram por ressecção cirúrgica do tumor e as 56 que não o fizeram. O grupo cirúrgico conseguiu uma sobrevida global de 25 meses; aquelas que não passaram pela cirurgia tiveram sobrevida global de 14,8 meses (P = 0,352).

De acordo com Takahashi, a inclusão das mulheres com câncer de mama triplo-negativo – estrogênio negativo, progesterona negativo e HER2 negativo - no grupo de cirurgia pode ter enviesado os resultados.

“Os pacientes que não tinham câncer de mama triplo negativo pareciam ter maior tempo de sobrevida”, disse em sua apresentação. Todos os sete pacientes triplo-negativos tinham sucumbido à doença em 40 meses; cerca de 25% dos pacientes nos outros grupos que foram submetidos a cirurgia estavam vivos após quatro anos.

Ele disse que vários dos pacientes optaram por mastectomia a fim de controlar os sintomas locais relacionados com o tumor, incluindo odor fétido, secreção purulenta e sangramento.

“Esta é uma área controversa”, disse Elizabeth Mittendorf, da University of Texas MD Anderson Cancer Center, em Houston. ”Os estudos retrospectivos têm problemas semelhantes: viés de seleção, viés de seleção, viés de seleção. Não sabemos a partir desses estudos se os pacientes selecionados para cirurgia representam uma população mais saudável que, portanto, tende a apresentar melhores resultados. Não sabemos quais os pacientes são selecionados por razões paliativas.

Fonte: MedPage Today

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