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17/02/2017  | Pesquisa

Biópsia líquida aponta novos alvos para o câncer de próstata

biopsia liquida prostata

Análises conduzidas por biópsia líquida em pacientes com câncer de próstata avançado dão pistas de novos alvos para doença. Em estudo apresentado durante a ASCO-GU, um dos maiores eventos de oncologia geniturinária, pesquisadores encontraram alterações genéticas no DNA tumoral circulante que podem estar ligadas à resistência ao tratamento e ao desfecho negativo.

 

 

Algumas das alterações detectadas pela biópsia são similares a outras já observadas em biópsias de tecido, confirmando a eficácia do método. Foram analisadas amostras de sangue de 514 pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração e 70 genes examinados relacionados ao câncer. A associação entre as alterações genéticas e o desfecho clínico foi analisada em 163 pacientes. Os pesquisadores também analisaram como as alterações genômicas evoluíram ao longo do tempo em 64 pacientes.

O resultado foi que quase todos os pacientes, 94%, apresentaram pelo menos uma alteração genética no DNA tumoral circulante. outras alterações, incluindo mudanças no gene do receptor de androgênio (AR) se mostraram associadas a piores prognósticos. Os genes com mais mutações incluem  TP53 (36%); AR (22%); APC (10%); NF1 (9%); EGFR, CTNNB1 e ARID1A (6% cada); além de  BRCA1, BRCA2, ePIK3CA (5% cada). O gene mais comum com aumento de cópias foram o AR (30%), MYC (20%) e o BRAF (18%).

Atualmente, não há tratamento aprovado para o câncer de próstata que tenha por alvo essas mutações, embora ensaios clínicos estejam em andamento. Os autores do estudo acreditam que o desenvolvimento de drogas para as mutações AR são especialmente promissoras.

“A biopsia líquida é um teste disponível para a pesquisa de novos alvos moleculares”, pontua o líder do estudo Guru Sonpavde, da University of Alabama in Birmingham (EUA). “Um dia também vai servir como uma alternativa não invasiva à biópsia tradicional quando esta não for segura. no entanto, vamos precisar de ensaios clínicos controlados para confirmar que selecionar tratamento com base na informação molecular melhora o prognóstico dos pacientes.”

 

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