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28/05/2013  | ASCO 2013

Aptidão cardiovascular em homens na meia idade pode predizer o risco futuro de câncer

Os resultados de um amplo estudo prospectivo de 20 anos indicam que um alto nível de aptidão cardiovascular em homens na meia idade reduz os riscos de desenvolver e morrer de câncer de pulmão e colorretal, dois dos cânceres mais comuns na população masculina. A performance cardiovascular também reduz o risco de morrer de câncer de próstata, apesar de não estar associada ao desenvolvimento da doença.

“Esse é o primeiro estudo a explorar a aptidão cardíaca como marcador de prognóstico futuro do risco de câncer”, disse Susan Lakoski, a frente do estudo e professora assistente de medicina na Universidade de Vermont. “Esta descoberta torna claro que os pacientes devem ser advertidos de que eles precisam atingir um determinado nível de aptidão, e não apenas se exercitar. E ao contrário do comportamento de exercício, que se baseia no auto-relato do paciente, a aptidão pode ser medida objetivamente e com precisão em um ambiente clínico.”

O estudo incluiu 17.049 homens em uma idade média de 50 anos, como parte de um check-up preventivo oferecido pelo Instituto Cooper. O teste de aptidão, que é semelhante a um teste de estresse para o risco de doença cardíaca, implicou andar em esteira sob um regime de mudança de velocidade e altitude. O desempenho dos homens foi registrado em unidades de aptidão chamadas de equivalentes metabólicos ou METs. Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos,  de acordo com o seu desempenho fitness.

Os pesquisadores analisaram posteriormente os dados da Medicare para identificar se os participantes deste estudo vieram a desenvolver câncer de pulmão, colorretal, ou câncer de próstata – os três tipos mais comuns de câncer entre os homens norte-americanos. Ao longo de um período médio de acompanhamento de 20-25 anos, 2.332 homens foram diagnosticados com câncer de próstata, 276 foram diagnosticados com câncer colorretal, e 277 foram diagnosticados com câncer de pulmão. Houve 347 mortes por câncer e 159 homens morreram de doença cardiovascular.

Os pesquisadores descobriram que o risco de ser diagnosticado com câncer de pulmão ou colorretal foi reduzida em 68 e 38 por cento, respectivamente, em homens que eram os mais aptos, em relação àqueles que foram os menos aptos. A aptidão não impactou significativamente o risco de câncer de próstata. Na análise, os dados foram ajustados para o tabagismo e outros fatores, tais como o índice de massa corporal e idade.

Entre os homens que desenvolveram câncer, aqueles que estavam mais aptos na meia-idade tinham um risco menor de morrer de todos os três tipos de câncer estudados, bem como de doença cardiovascular. Mesmo uma pequena melhora no condicionamento físico (por 1MET) fez uma diferença significativa na sobrevida, reduzindo os riscos de morrer de câncer e doenças cardiovasculares em 14 e 23 por cento, respectivamente.

Outro achado interessante foi que homens que tiveram baixa aptidão tiveram um risco aumentado de câncer e doenças cardiovasculares, mesmo aqueles que não eram obesos. Isto sugere que os pacientes devem se concentrar em melhorar a sua aptidão, independentemente do seu peso corporal. Neste estudo, os homens que caíram no quintil mais baixo de nível de aptidão alcançaram menos de 13,5 minutos durante o teste ergométrico na faixa de 40-49 anos de idade, menos de 11 minutos na faixa de  50-59, e menos de 7,5 minutos se eles tinham 60 anos ou mais.

“Este importante estudo estabelece a aptidão cardiorrespiratória como um preditor independente do risco de câncer em homens. Enquanto mais pesquisas são necessárias para determinar se tendências similares são válidas em relação a outros tipos de câncer e entre as mulheres, estes resultados indicam que as pessoas podem reduzir seu risco de câncer com mudanças de estilo de vida relativamente pequenas”, disse a presidente da ASCO, Sandra M. Swain.

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