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24/03/2017  | Pesquisa

Acaso responde por maioria das mutações que levam ao câncer

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Uma das características do câncer é que ele é oriundo de mutações genéticas. Essas podem ser de origem hereditária ou ambiental. Mas não somente. Existe também o componente do acaso. Por alguma razão ainda desconhecida, uma célula entre várias outras saudáveis sofre uma alteração no seu ciclo celular e passa a se proliferar descontroladamente. Esse fator acaso é novamente alvo de um estudo publicado na Science, que afirma que ele responde por mais da metade das mutações que levam ao câncer.

Em 2015, pesquisadores da Johns Hopkins University surpreenderam a comunidade científica e a população ao afirmar que a maioria dos casos de câncer se devia ao azar. Agora, o mesmo grupos de cientistas traz dados ainda mais contundentes sobre a correlação entre a incidência da doença e erros na divisão celular, independentemente do ambiente. Após ampliar o escopo do estudo, com dados de pacientes de 69 países de 6 continentes, reafirmam que o acaso responde por dois terços das mutações observadas em casos de câncer.

Nessa segunda fase da pesquisa, foram analisados os genomas de 32 tipos de tumor e suas mutações. Para o câncer de pâncreas, por exemplo, os resultados apontaram que somente 5% das mutações identificadas foram herdadas geneticamente; 18% ocorreram devido a fatores ambientais externos (como o tabagismo); e 77% foram resultado de erros aleatórios no DNA. Para o câncer de próstata, a taxa de acaso foi ainda maior, respondendo por 95% das mutações observadas e envolvidas no surgimento da doença.

No geral, considerando todos os tipos de câncer analisados, o estudo aponta que 66% das mutações são obra do “azar”, 29% fruto de fatores ambientais e 5% hereditários.

O resultado reafirma a necessidade de focar nas pesquisas e nos programas de detecção precoce da doença, aponta a oncologista clínica Andreia Melo, do Grupo Oncologia D’Or. “Infelizmente, a prevenção primária não funciona sempre, então precisamos focar na detecção, o quanto antes o câncer for descoberto, melhor”, diz.
Por Sofia Moutinho

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