Ligeiros aumentos de temperatura das membranas das mucosas orais no início do tratamento de quimioterapia e terapia de radiação (quimioradioterapia) em pacientes com câncer de cabeça e pescoço é um preditor de mucosite severa depois do tratamento, de acordo com um estudo apresentado no Multidisciplinary Head and Neck Cancer Symposium, patrocinado pela AHNS, ASCO, ASTRO e SNM.

Mucosite, ou ferida na boca, é um efeito colateral comum da quimioradioterapia de câncer de cabeça e pescoço, que é doloroso e pode ser muito grave. Médicos não podem prever quais pacientes terão mucosite leve ou grave, que exigiria analgésicos, suporte nutricional e/ou tubos de alimentação.

Pesquisadores nesse estudo estudaram a hipótese de que o uso de tecnologia de imagem térmica sensível para medir mudanças de temperatura de menos de um décimo de um grau no início do tratamento pode predizer a gravidade da mucosite mais tarde. Este conhecimento pode permitir uma intervenção precoce e possíveis alterações na terapia usando uma tecnologia que é simples, inofensiva e não invasiva.

Pacientes que receberam quimiorradioterapia foram submetidos a exames de imagem térmica no início e depois semanalmente de suas membranas mucosas da boca. Todos os pacientes apresentaram um aumento na temperatura e a mucosite grave foi encontrada em 53% dos pacientes.

“Se pudéssemos prever quais pacientes vão sofrer a maior toxicidade, poderíamos adequar os cuidados proativamente, o que poderia melhorar ou prevenir os efeitos colaterais”, disse Ezra Cohen, principal autor do estudo e co-diretor do programa de câncer de cabeça e pescoço câncer da Universidade de Chicago. “Em última análise, poderíamos identificar os pacientes com maior risco de complicações graves com o tratamento.”

 

Fonte: Astro

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