Um novo modelo de previsão de risco de câncer de mama que combina características histológicas da biópsia do tecido da mama de mulheres com tumores benignos e informações demográficas da paciente conseguiu classificar o risco de câncer de mama de maneira mais acurada do que o atual modelo de screening, segundo estudo conduzido pela Mayo Clinic e publicado recentemente no Journal of Clinical Oncology.

“É comum que os médicos realizem biópsias para melhor avaliar indícios encontrados no exame clínico ou visto na mamografia”, afirma Amy Degnim, cirurgiã da Mayo Clinic e prinicpal autora do estudo. “Cerca de três quartos dessas biópsias indicam tumores benignos.” A equipe que conduziu o estudo pretendia estudar a hipótese de que certos aspectos do tecido mamário, em caso de tumores benignos, poderiam indicar maior risco de a paciente desenvolver um câncer de mama posteriormente. “Nosso novo modelo classifica de forma mais precisa o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama após uma biópsia ter apresentado resultado benigno”, diz a Dra. Degnim.

A pesquisa realizou o acompanhamento de mais de 10 mil pacientes com biópsias que apontaram tumores benignos. “É importante a identificação das mulheres com maior risco de desenvolverem a doença, para que possamos oferecer a estratégia de prevenção mais eficiente”, conclui a dra. Degnim.

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