Mulheres que tiveram câncer de mama têm um risco maior de desenvolver um segundo câncer de mama e, por isso, recomenda-se que elas se submetam a mamografia anual.

Entretanto, um novo estudo mostra que o rastreamento por mamografia é menos preciso em mulheres que tiveram câncer de mama do que naquelas que nunca o tiveram. Os autores da pesquisa sugerem que “uma estratégia feita sob medida… pode ser necessária.”

Os achados foram publicados na edição de 23 de Fevereiro do Journal of the American Medical Association.

Os pesquisadores examinaram os resultados de mais de 100 mil mamografias e concluíram que “em geral, o rastreamento não funcionou tão bem em mulheres com histórico pessoal de câncer de mama.”

A sensibilidade do rastreamento em tais mulheres foi menor que em mulheres sem histórico pessoal (65,4% vs. 76,5%), em grande parte devido à sensibilidade mais baixa para detecção de câncer de mama invasivo (61,1% vs. 75,7%), segundo o estudo.

O estudo foi conduzido por Nehmat Houssami e Les Irwig, da Universidade de Sydney em New South Wales, na Austrália, trabalhando em conjunto com pesquisadores norte-americanos do Breast Cancer Screening Consortium e Group Health Research Institute em Seattle, Washington.

Eles acreditam que esse seja o “primeiro estudo de grande alcance” sobre o tópico, e que ele “proporciona evidência que informa a prática e direciona recomendações sobre rastreamento com mamografia em mulheres com histórico pessoal de câncer de mama.”

Fonte: Medscape

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