A mucosite é um efeito colateral comum da radioterapia. É caracterizada por lesões doloridas em toda a região intraoral, o que muitas vezes dificulta a ingestão de alimentos sólidos e líquidos.

Para ajudar pacientes com câncer a minimizar essa dor, desde outubro passado uma parceria entre a empresa MM Optics, a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas – APCD Regional São Carlos e o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, já viabilizou a realização de 220 sessões gratuitas de laserterapia bucal. A iniciativa conta com apoio da Santa Casa, da Rede Feminina São carlense de Combate ao Câncer e do Instituto Sorrir para a Vida.

O equipamento possui lasers vermelho e infravermelho que auxiliam na reparação dos tecidos afetados e na diminuição da dor local, melhorando a alimentação e a qualidade de vida do paciente durante o tratamento oncológico.

As sessões tiveram a participação de 18 dentistas voluntários que aplicaram a laserterapia em oito pacientes com câncer de cabeça e pescoço, triados pelo setor da radioterapia da Santa Casa, que os encaminha à clínica odontológica da APCD, onde o tratamento é realizado. “As sessões ocorrem diariamente, com revezamento dos dentistas que doam seu tempo para tornar esse projeto possível. Enquanto houver pacientes, o trabalho continua”, relata a dentista Juliana Urbano.
Ela explica que o ideal é que a laserterapia bucal seja aplicada diariamente, até o término das sessões de radioterapia, pois a radiação do tratamento oncológico afeta as células sadias, persistindo o aparecimento de lesões.

Para a dentista Eliana Hegg, outra participante do projeto, um dos grandes diferenciais é a realização da laserterapia em uma área que não possui nenhuma cobertura em saúde pública e que tem pouca adesão do setor privado.

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