Implantes mamários podem causar um risco pequeno, mas signicativo, de um tipo de câncer raro, porém tratável, segundo a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA).

O risco se aplica tanto a implantes salinos quanto de silicone, e a todas as mulheres que os têm, seja para reconstrução após cirurgia de câncer de mama ou aumento cosmético dos seios.

O câncer, linfoma anaplásico de células grandes, envolve o sistema imunológico. É geralmente uma doença sistêmica, mas em casos relacionados a implantes, o linfoma cresceu no seio, geralmente na cápsula do tecido cicatricial formado ao redor do implante. Os casos foram descobertos porque as mulheres desenvolveram sintomas muito depois de terem se recuperado da cirurgia de implante – caroços, dor, assimetria dos seios, acúmulo de fluidos e inchaço.

Até agora, o FDA tem conhecimento de 60 casos no mundo – um número pequeno, comparado às estimadas 10 milhões de mulheres que têm implante. Entretanto, se comparado à incidência normal da doença: apenas três em 100 milhões de mulheres que não têm implantes. Mesmo assim, segundo o FDA, “os dados existentes apoiam o marketing e uso contínuo dos implantes mamários”.

Fonte: The New York Times

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