Um novo modelo estatístico permitiu a identificação de 27 genes supressores de tumores, ligados a prevenção da formação do câncer. A descoberta veio de uma análise genética de 2 mil tumores de 12 tipos diferentes de neoplasias. O achado pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para o câncer tendo esses genes como alvo.

A pesquisa, publicada na Nature Communications, foi conduzida por pesquisadores do Instituto Francis Crick e da Universidade de Leuven, Chicago e Oslo.

Nós temos normalmente duas cópias de genes supressores de tumor no DNA de todas as nossas células, mas, às vezes, devido a uma mutação, uma dessas cópias pode estar ausente ou comprometida, fazendo com que o gene perca sua função protetora. Essa alteração pode ocorrer em algumas células do tumor e não em outras.

Por meio da análise estatística promovida por programas de computador, os pesquisadores puderam determinar a proporção de células tumorais com gene mutados e observaram 96 regiões do genoma em que são frequentemente perdidas durante o desenvolvimento tumoral. Destro dessas regiões, foram identificados 16 genes supressores de tumor já conhecidos e 27 novos.

“Nosso estudo mostrou que supressores tumorais raros podem ser identificados por análises de larga escala do número de cópias de genes de tumores”, pontuou Peter Van Loo, autor do estudo e pesquisador do Instituto Francis Crick.

Sofia Moutinho

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.