Pesquisadores de Seattle identificaram cinco mutações genéticas fortemente associadas com o risco de câncer de próstata agressivo e mortal.

Segundo a pesquisa, publicada na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, homens com pelo menos quatro das cinco variações dos genes recém-descobertos têm um risco 50% maior de morrer da doença do que aqueles que têm apenas duas ou menos dessas variações.

A descoberta pode levar a um exame de sangue para homens que testam positivo para o câncer de próstata, mas não têm certeza se devem tratar a doença ou apenas observar e esperar para ver se ela apresenta piora.

“O painel de marcadores que identificamos fornece a primeira evidência validada de que variantes genéticas herdadas desempenham um papel na progressão e mortalidade do câncer de próstata”, disse num comunicado o pesquisador Janet L.Stanford, co-diretor do Programa de Pesquisa sobre o Câncer de Próstata no Fred Hutchinson Cancer Center.

Apesar de salvar vidas, testes de câncer de próstata podem ser incertos para médicos e pacientes. Mesmo se os níveis de um antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no paciente são elevados durante o teste de rastreamento – um sinal de câncer de próstata – isso não significa um diagnóstico infalível para a doença. O paciente deve passar por novos testes, incluindo uma biópsia para determinar se ele realmente tem câncer de próstata.

Uma vez diagnosticado, é difícil dizer se o câncer é de crescimento lento e não-letal, ou se é clinicamente significativo, agressivo e precisa de tratamento imediato. E o homem que se submeter a tratamento para câncer de próstata sem necessidade terá custos desnecessários e efeitos colaterais. As descobertas desta semana podem tornar o processo mais claro, e dar aos médicos a informação que necessitam para determinar se o tumor de câncer de próstata é de crescimento lento e não-letal, ou agressivo e mortal.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram amostras de sangue de mais de 1.300 moradores da área de Seattle com câncer de próstata, diagnosticados entre 35 e 74 anos. Então, eles acrescentaram as análises de DNA dessas amostras com outras amostras de 2.900 homens suecos com câncer de próstata. Ao fazer isso, os pesquisadores foram capazes de destacar mutações em cinco nucleotídeos – também chamados de SNPs, um tipo de variação genética – que pareciam afetar fortemente o perigoso progresso do câncer da próstata – e influenciar inflamação, crescimento do tumor, desenvolvimento de vasos sanguíneos e morte das células.

Fonte: Huffington Post

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