Um estudo de follow up de 3,5 anos de pacientes com linfoma não Hodgkin de célula do manto aponta que a medicação tem resultados significativos e duradouros para pacientes refratários e com recidiva.

O ensaio apresentado em sessão oral no ASH, maior evento de hematologia do mundo, analisou 370 pacientes tratados com a droga, como seguimento dos estudos SPARK, PCYC 1104 e estudo RAY. Os pacientes envolvidos receberam 560mg de ibrutinibe oral uma vez por dia.

A proporção de pacientes que atingiu resposta completa aumentou para 26.5% em 41 meses de follow-up.

Nesta análise, pacientes que receberam uma linha prévia, apresentaram resposta completa de 36% com Ibrutinibe. Nos pacientes que atingiram resposta completa, a mediana de Sobrevida livre de progressão foi de quase 4 anos, com sobrevida global não alcançada aos 59 meses. Os resultados clínicos foram melhores entre os pacientes tratados com ibrutinibe na primeira recaída.  A mediana de tempo para sobrevida livre de progressão de pacientes na primeira recaída foi de 33,6 meses (quase 3 anos) e mediana ainda não alcançada para sobrevida global.

No total, mais de um quarto dos pacientes se mantiveram com sobrevida livre de progressão, e quase metade vivos em 3 anos.

A hematologista Juliane Musacchio, do Grupo Oncologia D’Or, aponta que o estudo vem para reforçar a opção pelo medicamento. “O ibrutinibe é a melhor opção terapêutica para os pacientes com linfoma não Hodgkin de células do manto refratário ou em recidiva, devido às altas taxas de resposta e boa tolerabilidade, quando já utilizado em segunda linha de tratamento”, conclui.

No Brasil, o ibrutinibe recebeu aprovação da Anvisa para o tratamento do linfoma de células do manto em 2016

*Conteúdo com patrocínio Janssen

Sofia Moutinho

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.