O governo federal anunciou a produção nacional do medicamento Glivec (mesilato de imatinibe), indicado para o tratamento de Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST).  O medicamento será produzido em parceria com os laboratórios públicos Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o Instituto Vital Brazil (IVB), além de quatro empresas privadas.

O Glivec será distribuído ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de janeiro. A expectativa é distribuir cinco milhões de comprimidos no primeiro mês, e o governo afirma que a produção nacional é suficiente para atender a toda a demanda do SUS. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, os pacientes atendidos pelo SUS têm acesso a cerca de 280 procedimentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer.

Anvisa nega lenalidomida

Para os pacientes de mieloma múltiplo a situação é bem diferente. Há quatro anos o pedido de registro da lenalidomida tem sido negado pela Anvisa, impedindo o acesso a um medicamento com taxas de resposta elevadas e com menor perfil de toxicidade.

Dois estudos amplamente reconhecidos pela comunidade científica (MM09 e MM010) embasaram as principais agências reguladoras na decisão de aprovar a lenalidomida (Revlimide) para o tratamento do MM. O medicamento é empregado em cerca de 80 países, mas é negado aos pacientes brasileiros, assim como o bortezomibe, agente também aprovado pelo FDA e pelas agências européias para o tratamento da doença.

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