O órgão regulador americano Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso do Afinitor® (everolimo) para o tratamento de mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado receptor hormonal positivo (RH+), em combinação com um inibidor de aromatase, o exemestano, após terapia endócrina prévia com letrozol ou anastrozol.

“Esta aprovação redefine o tratamento e o manejo do câncer de mama avançado RH+, oferecendo uma nova opção para médicos e pacientes”, afirma Gabriel Hortobagyi, oncologista do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas.

Anualmente, cerca de 220 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama metastático RH+, o tipo mais comum da neoplasia em estágio avançado, ehá 15 anos não havia novidade para pacientes com esse perfil.

A aprovação do FDA teve como base o estudo fase III BOLERO-2, cujos resultados confirmaram que a molécula everolimo administrada em combinação com a terapia hormonal (exemestano) prolongou em mais de duas vezes o tempo de sobrevida livre de progressão da doença em pacientes com câncer de mama avançado receptor hormonal positivo (RH+). Além disso, houve redução de 55% no risco de progressão da doença com a terapia combinada de everolimo + exemestano quando comparada com o tratamento apenas com exemestano.

O everolimo atua na inibição da proteína mTOR, um regulador importante na divisão das células tumorais, no crescimento dos vasos sanguíneos e no metabolismo celular. A resistência à terapia hormonal em câncer de mama tem sido associada à ativação excessiva dessa via.

No Brasil, o regime Afinitor® e exemestano aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso no tratamento de mulheres com câncer de mama avançado (RH+), após terapia endócrina.

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