Um estudo do British Medical Journal sugere um risco ligeiramente aumentado – embora não-significativo – de câncer pediátrico decorrente de radiografias diagnósticas no útero e nos primeiros meses de vida.

Pesquisadores avaliaram a exposição pré-natal e nos primeiros meses de vida da criança a radiação e ultrassons, através de entrevistas com pais e registros médicos de cerca de 2700 crianças com câncer e 4900 controles ajustados segundo idade e sexo no Reino Unido.

Foi observado um aumento modesto do risco para todos os tipos de câncer após exposição pré-natal a raios X, mas esse resultado não foi estatisticamente significativo. Da mesma forma, foi observado também um aumento não-significativo no risco de câncer após exposição a radiografia diagnóstica na primeira infância (0 a 100 dias). Com radiografias nesse período, o risco para linfoma chegou a ter relevância estatística, mas tal conclusão foi baseada em apenas sete casos. Ultrassons não foram associados ao câncer.

Os autores concluíram que seus resultados, “que indicam possíveis riscos de câncer decorrentes de radiação a doses mais baixas que aquelas associadas a tomografias computadorizadas, sugerem a necessidade de uso cuidoso de procedimentos de diagnóstico por imagem que fazem uso de radiação no abdômen/pelve da mãe durante a gravidez e em crianças muito novas.”

Fonte: BMJ

revista-onco

Oncologia para todas as especialidades.