O primeiro dia do V Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia, realizado pelo Instituto Oncoguia entre 8 e 9 de abril, contou com a presença de representantes de entidades, da indústria farmacêutica, de centros de referência e de órgãos públicos, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde. O evento tem como característica reunir os mais diversos atores envolvidos com a temática do câncer para discussão dos principais problemas enfrentados pelo paciente brasileiro.

Para a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, a ideia de realizar o Fórum em Brasília é justamente para aproximar as discussões dos representantes do povo – os parlamentares da Câmara dos Deputados, do Senado e da Câmara Legislativa do DF, onde foi realizado o primeiro dia do evento. “É uma oportunidade de diferentes atores sentarem numa mesma mesa de portas abertas para traçar estratégias conjuntas para políticas brasileiras de atenção oncológica”, afirmou Luciana na abertura do evento.

A senadora Ana Amélia Lemos, do Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul (RS), que também participou da abertura do evento, destacou um projeto de sua autoria e de outros dois senadores, apresentado na ultima terça-feira, que tem por objetivo ser um marco regulatório para a pesquisa clínica no Brasil. “Temos um compromisso parlamentar com a causa, de buscar a melhora do atendimento ao paciente e vemos que o pais tem avançado nos últimos anos”, diz Ana Amélia, que participou de importantes discussões, como a do tratamento com drogas orais e da lei que limita em até 60 dias o tempo que o paciente pode esperar no SUS pelo início do tratamento. “O projeto que apresentamos vai regulamentar a pesquisa clínica, beneficiando a todos.”

Renato Porto, representante da Anvisa no evento, elogiou a iniciativa da senadora. “Falar com a Anvisa, é falar de prazos. Temos tentado acelerar a aprovação das pesquisas clínicas, mas ainda há muita herança do passado que precisamos e vamos dar conta. O projeto da senadora será importante como marco regulador e vai nos ajudar”, diz. O dirigente também lembrou de avanços da própria Anvisa, como a permissão para o pedido de registro de drogas fase 2, o que antes não era possível.

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