Foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), nos estados Unidos, o ribociclib, medicamento inibidor de quinase e de aromatase para o tratamento de câncer de mama pós-menopausa em mulheres HR positivas e HER2 negativas.

A aprovação se baseou no estudo randômico e duplo cego MONALEESA-2, que testou a droga em mulheres com doença avançada e metastática sem terapia anterior. O ensaio contou com 668 pacientes que receberam letrozol, ribociclib ou placebo por 21 dias. A sobrevida livre de progressão foi  44% maior entre as pacientes que receberam o tratamento com ribociclib combinado ao letrozol.

“Nossos resultados sugerem uma mudança de paradigma no câncer de mama metastático HR+”, comenta um dos pesquisadores envolvidos no estudo, Gabriel Hortobagyi, da Universidade do Texas. “Também sugerem que testar combinações de ribociclib com outros inibidores pode trazer progresso no manejo de vários subtipos de câncer de mama.”

No Brasil, o medicamento pode levar longo tempo para aprovação e incorporação no sistema de saúde.”Infelizmente, nosso gap em relação aos tratamento disponíveis fora do Brasil  vai aumentando”, comenta Gilberto Amorim, oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or. “Segundo as regras atuais dos planos de saúde, mesmo que aprovada no Brasil em 2018 ou 2019, com sorte estará no Rol da ANS em 2020 ou 2022…”

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