Um estudo com 357 pacientes do MD Anderson Cancer Center e do Hospital do Câncer de Barretos apontou 8 sinais de morte iminente. Os resultados, publicados no periódico da Associação Americana do Câncer (LINK), podem trazer aos especialistas a possibilidade de preparar melhor os familiares de seus pacientes para o desfecho do tratamento. Além disso, tais indicativos podem auxiliar a equipe médica na tomada de difíceis decisões, como o momento certo de interromper o tratamento ou de encaminhar o paciente para um hospice.

Os pesquisadores, coordenados pelo doutor David Hui, professor assistente da área de cuidado paliativo do MD Anderson, observaram duas vezes ao dia 52 sinais físicos e cognitivos apontados em estudos preliminares. Destes 52 sinais, os pesquisadores encontraram oito que são mais diretamente associados a alto risco de morte em no máximo três dias. Entre os sinais estão diminuição de respostas a estímulos verbais e visuais e queda do sulco nasolabial. “Quando os pacientes estão chegando a seus últimos dias de vida, é um momento de extrema emoção para seus familiares, que atingem um nível de stress difícil de ser entendido”, afirma o doutor Hui. “Sabendo quando a morte é iminente pode nos dar mais informações, para fazermos um planejamento apropriado.”

Apesar dos resultados, os pesquisadores apontam que a pesquisa ainda não deve significar uma mudança na prática clínica, mas sim como um importante passo no entendimento desses oitos sinais e sua relação com o falecimento. Dr. Hui também aponta que a pesquisa se restringiu a pacientes de câncer e que, portanto, não pode ser generalizada sem estudos mais detalhados a outras causas de morte.

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