Dados de um abrangente estudo clínico mostraram que se a biópsia de próstata for baseada apenas na velocidade do PSA, o número de biópsias desnecessárias será quase quatro vezes o número de cânceres adicionais diagnosticados.

Num artigo online no Journal of the National Cancer Institute, Andrew Vickers, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, e colegas afirmaram que, na ausência de outros fatores preditivos, a velocidade do PSA teria identificado 115 tumores de próstata ao custo de 433 biópsias desnecessárias. Se usado como única justificativa para biópsia, a velocidade do PSA levaria a cerca de uma em cada sete biópsias de próstata.

Além disso, adicionar a velocidade do PSA a um modelo multifatorial resultou numa melhora minúscula em acurácia diagnóstica, particularmente para cânceres de alto grau.

Os achados têm implicações para as diretrizes clínicas que incluem a velocidade do PSA nos critérios para biópsia de próstata, incluindo recomendações da American Urological Association (AUA) e o National Comprehensive Cancer Network (NCCN).

“Nós não encontramos razão para acreditar que a implementação da diretriz melhoraria resultados nos pacientes; na verdade, seu uso nos levaria a um grande números de biópsias desnecessárias”, Vickers e co-autores concluíram. “Por isso, recomendamos que organizações responsáveis por emitir informes referentes a políticas relacionadas a PSA e detecção precoce do câncer removam as referências de velocidade do PSA.”

Fonte: Medscape

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