Pacientes que receberam quimioterapia depois uma cirurgia para retirada de tumor na bexiga apresentaram aproximadamente 30% menos risco de morte do que aqueles que tiveram indicação apenas do procedimento cirúrgico. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Mount Sinai, de Nova York, e apresentado na edição deste do Genitourinary Cancers Symposium, realizado entre os dias 26 e 28 de fevereiro em Orlando, nos Estados Unidos.

Até hoje, a maioria dos estudos apontavam para a importância quimioterapia antes da realização da cirurgia em pacientes com câncer de bexiga e os dados dos estudos que buscavam descobrir os efeitos da quimioterapia adjuvante eram de difícil interpretação. O levantamento da equipe do Mount Sinai levou em consideração uma grande base de dados de pacientes americanos. Segundo Matthew Galsky, líder da equipe que conduziu a pesquisa, os dados apontaram para uma maior sobrevida global dos pacientes submetidos à quimioterapia adjuvante após a cirurgia em comparação aos que ficaram apenas em observação pós-cirúrgica.

Foram analisadas informações sobre 5.653 pacientes, dos quais 1.293 receberam quimio adjuvante. O restante foi submetido apenas à cirurgia. “Quimioterapia antes da cirurgia se mantém como a melhor abordagem para pacientes com câncer de bexiga, baseado nas evidências de que dispomos. Porém, essa pesquisa pode ajudar a orientar melhor o tratamento de pacientes com câncer de bexiga que não tenham recebido quimioterapia antes da operação”, afirma o doutor Galsky.

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