Tumor maligno mais frequente na população masculina atualmente, o câncer de próstata apresenta uma tendência de aumento da incidência na maioria dos países. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão esperada para 2012 é de mais de 60 mil novos casos no Brasil.

Publicado na última edição da revista da Associação Europeia de Urologia, o estudo “International Variation in Prostate Cancer  Incidence  and Mortality Rates”(*) alerta para um aumento dos casos de câncer de próstata em 32 dos 40 países analisados. Das regiões avaliadas, as que apresentaram os mais altos índices da doença são América do Norte, Europa e Oceania. No entanto, os maiores aumentos nas taxas de incidência e de mortalidade pelo tumor estão ocorrendo nos países em desenvolvimento da América do Sul, Caribe e África. O estudo ainda apontou quase 1 milhão de novos casos da doença por ano no mundo, e 250 mil mortes pelo tumor no ano de 2008.

No Brasil, apesar dos dados não representarem a real incidência do câncer de próstata no país, houve aparente estabilização da incidência nos últimos anos. A mortalidade, no entanto, aumentou significativamente. O estudo reportou que, por enquanto, a média da taxa de novos casos dos países da América do Sul está em 50 por 100 mil habitantes. “O Brasil apresenta taxa de incidência de 83 por 100 mil, bem acima da média da região. Apesar de aproximarmos dos níveis de países desenvolvidos quanto à detecção de novos casos, houve aumento significativo da mortalidade pelo câncer, possivelmente devido ao aumento da expectativa de vida da população”, afirma o urologista Daher Chade, Presidente do Departamento de Urologia da Associação Paulista de Medicina, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e Pesquisador do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center (EUA).

Apesar da população dos países desenvolvidos representarem menos de 20% da população mundial, quase 75% dos casos e 50% das mortes pelo tumor de próstata ocorreram nesta população. É importante ressaltar que a qualidade dos dados fornecidos pelos países e o tratamento do câncer de próstata são muito variáveis entre os países, o que pode justificar a discrepância dos dados obtidos, além de possíveis influências dietéticas e ambientais, comprovadamente menos importantes.

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