Fundada em 2002 com a missão de viabilizar o transplante de medula óssea a pacientes que não possuem doadores compatíveis em suas famílias, a Associação de Medula Óssea do Estado de São Paulo (AMEO) realiza campanhas em toda Grande São Paulo para ampliar o registro nacional de doadores (Redome). Em média são realizadas 80 campanhas por ano para captar doadores voluntários entre empresas, faculdades, igrejas, grande São Paulo e interior.

“É importante cadastrar o maior números de doadores, já que a compatibilidade é muito difícil devida à miscigenação de raças no Brasil”, explica Carmem Vergueiro, hematologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e presidente da AMEO. Além das campanhas, a associação elabora palestras, vídeos e panfletos informativos sobre o assunto, apóia e orienta pacientes que necessitam de transplante de medula óssea e suas famílias.

O cadastro de doadores voluntários é feito em campanhas externas ou pelo Hemocentro da Santa Casa e enviado ao Redome, que armazena os dados do doador voluntário, incluindo o teste de histocompatibilidade – HLA, que identifica características genéticas do doador.

A AMEO também coordena uma Casa de Apoio para atender pacientes adolescentes, jovens e adultos com câncer que fazem parte do programa de Transplante de Medula Óssea do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, além de outros hospitais da capital. A Casa de Apoio auxilia cerca de 50 pacientes pré ou pós-transplantados com doenças oncohematológicas, com renda familiar de um salário mínimo, em média.

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