A compra de 80 equipamentos de radioterapia pelo Ministério da Saúde, considerado lenta, causou polêmica em uma das mesas de debate no primeiro dia do V Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia, realizado em Brasília entre os dias 8 e 9 de abril. Em sua palestra Patrícia Sampaio Chueiri, representante do Ministério da Saúde no evento, destacou alguns gargalos do tratamento oncológico no SUS, com destaque para a deficiência em radioterapia. “Estamos resolvendo isto com a compra de 80 equipamentos radioterápicos que serão distribuídos nas unidades por todo o país e vai melhorar muito o atendimento”, afirmou. Questionada sobre a demora na implantação do programa, Patrícia alegou a complexidade do tema. “É a maior compra já feita. Já licitamos a compra, contratamos o fabricante e os equipamentos estão sendo fabricados. Mas não tem pronta entrega. Além disso os espaços para abrigá-los precisam ser construídos”, disse, lembrando que já há 3 licitações de obras já iniciadas, com previsão de entrega até o primeiro semestre do ano que vem. “Outras licitações saem neste ano.”

Luiz Santini, presidente do Instituto Nacional de Câncer (Inca), também saiu em defesa da iniciativa. “O processo não é simples. 80 equipamentos de radioterapia é muita coisa. Além disso, haverá uma transferência de tecnologia, para operar o equipamento e fazer sua manutenção, tudo leva tempo”, afirmou, lembrando que há centros de treinamentos sendo montados pelo governo. “É difícil mas caminha.”

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