Dormir pouco pode aumentar o risco de câncer de próstata. É o que indica um estudo divulgado pela American Cancer Society. A pesquisa aponta que homens que dormem menos que cinco horas por noite podem ter até duas vezes mais chances de desenvolver a doença. O recomendado dormir entre seis e sete horas de sono, variando com a idade, para permitir que o organismo descanse, reponha as energias e evite possíveis riscos à saúde.

Os pesquisadores examinaram dados de dois estudos anteriores. O primeiro avaliou mais de 400 mil homens, entre 1950 e 1972. O segundo, dados de mais 400 mil indivíduos entre 1982 e 2012. Todos os participantes eram saudáveis quando começaram os estudos e tiveram seus hábitos e histórico médico observados ao longo do tempo. Durante o período dos estudos, mais de 1.500 que fizeram parte do primeiro e mais de 8.700 do segundo morreram em decorrência de câncer de próstata.

Os cientistas observaram que durante os primeiros oito anos dos estudos,os homens com até 65 anos de idade que dormiam entre três e cinco horas por noite tinham o risco 55% maior de morrer de câncer de próstata do que aqueles que dormiam sete horas. Já seis horas de sono por noite esteve relacionado a um risco 29% maior em comparação a um sono de sete horas. Já os participantes com 65 anos ou mais não mostraram diferenças significativas entre o risco de morte por câncer e a qualidade do sono.

A descoberta contribui para a hipótese de que o ciclo natural do sono-vigília ou ritmo circadiano – a relação entre o período em que dormimos e ficamos acordados e como nosso metabolismo reage – pode desempenhar um papel no desenvolvimento do câncer de próstata.

“Essas descobertas podem contribuir com evidências que sugerem a importância de obter um sono adequado para uma saúde melhor”, disse Susan Gapstur, principal autora do estudo, vice-presidente de epidemiologia da American Cancer Society.

 

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Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.