Mulheres que recebem um diagnóstico falso positivo de câncer de mama após realizar mamografias têm maior chance de, anos depois, receberem um diagnóstico positivo. Essa foi a conclusão de um estudo dinarmarquês, que acompanhou 295 mulheres que tinham apresentado “falsos positivos”.

Os pesquisadores ainda não sabem afirmar a que se deve esse incremento no risco, mas o levantamento apontou que essas mulheres têm 27% mais chances de desenvolverem câncer de mama do que as que sempre tiveram resultados negativos em suas mamografias.

O estudo aponta que falhas no diagnóstico não devem ser apontadas como justificativa para o índice. Não houve, porém, como explicar o que está por trás dessa tendência. “Há, provavelmente, alguma suscetibilidade biológica. É indicada a necessidade de pesquisas mais profundas para comprovar essa possibilidade”, afirmaram os pesquisadores, liderados por My Von Euler-Chelpin, do departamento de saúde pública da Universidade de Copenhagen.

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