Na última década, tanto o Brasil quanto o mundo presenciaram um expressivo avanço no combate ao câncer. Tratamentos como a imunoterapia tem revolucionado a luta contra a doença, mas muito ainda precisa ser feito para ampliar o acesso a novas terapias ao paciente oncológico. O tema foi um dos destaques do IV Congresso Internacional Oncologia D’Or, realizado nos dias 28 e 29 de outubro no hotel Royal Tulip, em São Conrado, no Rio de Janeiro.

Organizado pelo Grupo Oncologia D’Or, a quarta edição do congresso contou com a participação de 11 conferencistas internacionais que, ao lado dos especialistas brasileiros, apresentaram um panorama do atual momento do câncer. Ícones da especialidade, como o americano Sheldon M. Feldman, do New York-Presbyterian/Columbia e New York-Presbyterian/Lawrence Hospital, estiveram presentes para apresentar os resultados das principais pesquisas que prometem revolucionar a luta contra a doença.

No módulo de mama, Sheldon Feldman abordou a epidemia da mastectomia nos Estados Unidos, destacando o aumento de pacientes pedindo por procedimentos preventivos radicais. “Temos avançado no tratamento do câncer de mama, sempre tentando preservar a paciente, com cirurgias conservadoras, sem muita mutilação e com bom resultado cosmético, mas vemos muitas mulheres querendo fazer mastectomia preventiva sem indicativo, por pura cancerofobia”, comentou Gilberto Amorim, coordenador do módulo de mama do evento, aressaltando o desenvolvimento recente de  formas de tratamento não cirúrgicos e novas técnicas experimentais de microcirurgia de mama e de diagnóstico do sistema linfático por imagem, visando a preservação da axila.

A pesquisa clínica no Brasil também foi um dos temas debatidos durante o congresso deste ano. Carlos Gil Ferreira, diretor institucional do Grupo Oncologia D’Or e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), reforçou que o futuro da pesquisa no país é promissor, o que falta é a criação de uma identidade para tal. “Trata-se de um momento propício para discutir o assunto no país”, explica. O especialista aponta que um dos desafios no Brasil para fechar a conta entre custo e benefício de tecnologias de saúde avançadas, e já amplamente usadas fora do país, é o desenvolvimento industrial. “Em todo o mundo, o diagnóstico molecular, por exemplo, já é uma indústria com empresas competitivas investindo nesse mercado. Aqui no Brasil não temos isso e esse é um bonde que estamos perdendo”, finaliza.

Robert Miller, vice-presidente de Qualidade e Orientações da American Society of Clinical Oncology (ASCO), também esteve presente para uma apresentação sobre a importância do programa QOPI®, lançado em 2010 pela ASCO com o objetivo de aprimorar a avaliação da qualidade dos cuidados médicos prestados ao paciente com câncer. O conivdado falou também sobre o projeto que coordena, o  Cancer LinQ, uma ferramenta eletrônica de coleta e compartilhamento de dados clínicos de pacientes que promete mudar o cuidado oncológico.

Novas tecnologias no combate ao câncer

A tencologia também marcou esta edição do congresso. Logo na abertura, Eduardo Cipriane de Almeida, líder da Watson Health Brasil IBM, apresentou ao público o sistema de insteligência artifical da empresa, que sugere linhas de tratmento baseadas em evidências e facilita a gestão dos dados do paciente. A ferramente usa uma base de dados de mais de 20 milhões de artigos científicos, informação que dobra a cada 72 dias.

Daniel Herchenhorn, coordenador científico evento, reforçou a importância da cirurgia robótica para doenças localizadas na próstata. Rodrigo Frota, Coordenador do Programa de Urologia Robótica da Rede D’Or São Luiz, no Rio de Janeiro, explica que a técnica está atrelada ao futuro do tratamento da doença, considerada a segunda mais comum entre homens.

 

1-pag_01Confira aqui a cobertura completa do congresso no Jornal Diário produzido pela Onco&

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