São cinco edições marcadas por avanços qualitativos – amplitude temática e parcerias internacionais – e quantitativos, com o crescente interesse da comunidade médica. Neste V Congresso Internacional Oncologia D’Or, são 3.500 inscritos, quase 50% a mais do que na edição 2016, entre médicos e profissionais de outras áreas, o que comprova a vocação do evento para aliar rigor científico e multidisciplinaridade, mantendo o foco no paciente. O pioneirismo também se expressa com a proposta de debater assuntos que impactam na
cadeia como um todo: custos em alta que exigem racionalidade nas decisões. São 57 coordenares e 17 módulos. Entre as novidades desta edição estão a inclusão do módulo de radiologia e medicina nuclear e a abordagem da cirurgia robótica, que agora está integrada aos módulos das diferentes especialidades oncológicas. Além disso temos, também uma sessão especial de cuidado integral.

Confira os destaques do 1 º dia:

Geniturinário

Abordagem prática marca debate
O módulo de geniturinário, que tem entre os coordenadores Daniel Herchenhorn (Oncologia D’Or) e Rodrigo Frota (Rede D’Or São Luiz), vai abordar grandes temas como o estado da arte da terapia de câncer de próstata avançado, a prostatectomia radical e o manejo do câncer de bexiga. Este ano, a abordagem robótica estará integrada ao debate e não em módulo separado. “Abordaremos de maneira interativa e interdisciplinar a cirurgia robótica em oncologia, com o olhar também de radioterapia e imagem”, diz Rodrigo Frota.

O módulo traz ainda um debate sobre controvérsias, que vai discutir o papel da cirurgia no câncer de próstata metastático, o tratamento adjuvante do câncer de rim e o estadiamento do câncer de próstata. O internacional David Quinn (California Cancer Consortium, EUA) vai introduzir o tema sobre o teste genético em câncer de próstata, ponderando quem deve ser testado e o que fazer com o resultado. O módulo conta também com a participação dos cirurgiões Monish Aron e André Berger, da University of Southern California (EUA) que irão compartilhar sua experiência com cirurgia robótica.

Ginecológico

Abordagens menos invasivas para cânceres ginecológicos
O módulo de ginecologia conta com a participação do cirurgião Javier Magrina (Mayo
Clinic, EUA) que irá compartilhar sua experiência no tratamento minimamente invasivo do
câncer ginecológico, não só útero, mas também de ovário. O especialista defende que essa abordagem deve ser a de preferência em vez da tradicional laparotomia. “Nos EUA o tratamento minimamente invasivo é o padrão para o câncer de endométrio. Para câncer de colon de útero há um estudo randomizado internacional em condução e evidências que favorecem essa abordagem. A laparotomia se tornou o padrão para avaliar pacientes com câncer de cólon de útero avançado para determinar a cirurgia primária ou a químio  neoadjuvante.

Mas em cerca de 20% dos pacientes o tratamento primário é minimamente invasivo, seja na cirurgia inicial ou a citorredução de intervalo.” Javier Magrina aponta que a abordagem minimamente invasiva oferece menor perda de sangue e menor tempo de internação com menores taxas de complicações. Ele também vai debater outros temas, como a salpingectomia
e a ressecção robótica de diafragma para o câncer de ovário.

Tórax

Abordagem prática marca debate

Reunindo especialistas em oncologia torácica de todo o Brasil e convidados internacionais, como Ben Solomon (Austrália) e Gilberto Lopes (EUA), o módulo vai abordar temas essenciais com repercussão direta na prática clínica diária. “A multidisciplinaridade será outra característica deste módulo fazendo com que a presença de cirurgiões torácicos, radio-oncologistas, oncologistas clínicos, entre outros especialistas resultem em ricas discussões práticas”, comenta Lucianno Santos, oncologista do Acreditar, e um dos coordenadores do módulo. Ele chama a atenção para o espectro das palestras, que abrangerá desde temas como prevenção, passando por tipos especiais de câncer de pulmão (EGFR, ALK, ROS e MET), cirurgia torácica, casos clínicos, culminando, no final, com o estado da arte da imunoterapia. Outro coordenador, Carlos Gil Ferreira, responsável pelo programa NEOTÓRAX, da Oncologia D’Or, faz coro: “Vamos discutir avanços no tratamento sistêmico, principalmente
em drogas-alvo e imunoterapia. Teremos convidados internacionais que vão trazer um pouco da experiência internacional e vamos tentar contextualizar com a realidade no Brasil”

Gestão de saúde

Uso racional da tecnologia

O módulo de ginecologia conta com a participação do cirurgião Javier Magrina (Mayo Clinic, EUA) que irá compartilhar sua experiência no tratamento minimamente invasivo do câncer ginecológico, não só útero, mas também de ovário. O especialista defende que essa abordagem
deve ser a de preferência em vez da tradicional laparotomia. “Nos EUA o tratamento minimamente invasivo é o padrão para o câncer de endométrio. Para câncer de colon de útero há um estudo randomizado internacional em condução e evidências que favorecem essa abordagem. A laparotomia se tornou o padrão para avaliar pacientes com câncer de cólon
de útero avançado para determinar a cirurgia primária ou a químio neoadjuvante.

Mas em cerca de 20% dos pacientes o tratamento primário é minimamente invasivo, seja na cirurgia inicial ou a citorredução de intervalo.” Javier Magrina aponta que a abordagem minimamente invasiva oferece menor perda de sangue e menor tempo de internação com menores taxas de complicações. Ele também vai debater outros temas, como a salpingectomia
e a ressecção robótica de diafragma para o câncer de ovário.

Criado desde a segunda edição do Congresso, o módulo Gestão visa gerar uma discussão
saudável entre os diversos agentes do mercado de Saúde, como gestores de administradoras de saúde, de planos de saúde, dos financiadores (RH), de prestadores de saúde (hospitalar e clínica) e de fornecedores. Espaço também para representantes das agências de regulação Anvisa e ANS. “Os principais objetivos são fazer um diagnóstico do setor de saúde, apontar os principais desafios e oportunidades e propor ações para aumentar a sustentabilidade do sistema”, comenta Rodrigo Lima, diretor executivo do Grupo Oncologia D’Or e um dos coordenadores do módulo, lembrando que o paciente precisa ficar no centro do cuidado.

“Colocar a tecnologia como ferramenta de melhorar assistência, aumentar a segurança e/ou qualidade e reduzir o custo, assim como estimular a desfragmentação do mercado são medidas importantes.” Dentro deste conceito, o módulo deve promover discussões sobre o
uso adequado da tecnologia. “Na medicina, muitas vezes, menos é mais. Por isso, o uso racional da tecnologia além de diminuir o custo final do tratamento, garante uma medicina mais segura e de qualidade para os pacientes.”

 

Confira a cobertura completa do Jornal Diário do evento em pdf:
Jornal dia 01 
Jornal dia 02

 

 

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.