Os resultados de um estudo expandido de Fase IB mostraram que a terapia combinada com duas drogas-alvo experimentais – o inibidor de BRAF dabrafenib e o inibidor de MEK trametinib – controla a progressão do câncer com um nível mais baixo de efeitos colaterais na pele do que têm mostrado os estudos publicados sobre a atual terapia-alvo de agente único BRAF, vemurafenib (Zelboraf). A análise incluiu pacientes com melanoma avançado que tinham uma mutação BRAF V600 e que não tinham tratamento alvo para BRAF anterior.

Cerca de metade de todos os melanomas contém uma mutação V600E no gene BRAF; naqueles pacientes, o MEK também é altamente ativo. Apesar da aprovação do vemurafenib, ano passado, ter representado uma conquista importante na pesquisa, a maioria dos pacientes desenvolveu resistência à droga. Espera-se que atacando simultaneamente as duas vias – BRAF e MEK – se provoque uma forte resposta anti-câncer que pode prevenir ou retardar ainda mais a resistência ao tratamento.

“É fascinante descobrir tais efeitos promissores com este esquema de combinação, “disse Jeffrey Weber, membro sênior no H. Lee Moffitt Cancer Center e diretor do Donald A. Adam Comprehensive Melanoma Research Center.

Enquanto o estudo global incluiu 125 pacientes que receberam doses variáveis ​​de dabrafenib e trametinib, a análise atual concentra-se em um sub-grupo de 77 pacientes que não receberam anteriormente a terapia-alvo para BRAF (outras terapias anteriores, como a quimioterapia, foram permitidos), e portanto, não tinham resistência prévia à terapia-alvo para BRAF. Entre esses 77 pacientes, a média da sobrevida livre de progressão  foi de 7,4 meses, comparável ao que foi observado em estudos anteriores de agente-único vemurafenib. Dados de  sobrevida livre de progressão são esperados ainda este ano.

As lesões da pele são um efeito colateral bem conhecido da terapia de vemurafenib, ocorrendo em até um quarto dos pacientes. Neste estudo, a toxicidade foi muito menos comum: apenas 2% dos 125 pacientes no estudo global desenvolveram carcinomas espinocelulares e outros 2% desenvolveram queratoses actínicas (pequenas lesões pré-malignas). Os efeitos secundários incluíram fadiga, febre e desidratação.

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