O risco é muito pequeno, mas médicos e pacientes devem estar cientes, dizem os pesquisadores

O tratamento com três medicamentos relativamente novos contra o câncer pode estar relacionado a um risco de morte ligeiramente maior, sugere uma nova análise.

De acordo com os cientistas do Dana-Farber Cancer Institute, embora o risco seja baixo, deve ser levado em conta por médicos e pacientes.

Os pesquisadores analisaram os achados de dez ensaios clínicos que incluíram cerca de 4.700 pacientes tratados com sorafenibe (Nexavar) para os cânceres de rim e fígado; sunitinibe (Sutent) para câncer renal e tumor estromal gastrointestinal, ou pazopanibe (Votrient) para câncer renal.

Essas chamadas “drogas-alvo” são usadas para parar o crescimento ou disseminação do câncer, bloqueando os receptores de tirosina quinase, que são fatores de crescimento vascular endotelial em células cancerígenas, explicaram os pesquisadores do Dana-Farber em um comunicado à imprensa.

A análise dos ensaios clínicos revelou que a incidência de complicações fatais foi de 1,5% em pacientes que receberam qualquer uma das três drogas, comparado com 0,7% em pacientes que receberam os tratamentos padrão ou placebos.

Sangramento, ataque cardíaco e insuficiência cardíaca foram os efeitos colaterais fatais mais comuns observados nos ensaios clínicos. Além disso, de acordo com o relatório publicado no Journal of Clinical Oncology, também foi relatada insuficiência hepática.

“Não há dúvida de que, para o paciente médio, essas drogas têm benefícios e foram aprovadas para essas indicações,” afirmou o líder do estudo, Toni Choueiri. “Embora a incidência absoluta dos seguintes efeitos colaterais fatais seja muito pequena, os riscos relativos são maiores e os pacientes e profissionais precisam estar cientes disso.”

Fonte: HealthDay News

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