Associação de daratumumabe com esquema Vd aumenta a taxa de resposta completa para mieloma recidivado e refratário

O congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) deste ano trouxe uma atualização do estudo CASTOR, grande ensaio que analisa pacientes com mieloma múltiplo refratário ou em recidiva tratados com esquema Vd (velcade + dexametasona) associado ou não ao daratumumabe, um anticorpo monoclonal anti-CD38.

Após um seguimento mediano de 26,9 meses, a sobrevida livre de progressão mediana para o grupo que utilizou o esquema Vd associado ao daratumumabe (DVd) foi de 16,7 meses, enquanto que para os pacientes tratados somente com Vd foi de apenas 7,1 meses.

A eficácia foi ainda melhor quando utilizado o esquema DVd em segunda linha. A taxa de resposta global para estes pacientes foi de 92% para DVd (com 43% dos pacientes atingindo resposta completa ou melhor) vs 74% para Vd, sendo a sobrevida livre de progressão mediana de 26,2 meses vs 7,9 meses para o grupo que utilizou DVd comparado ao que foi tratado somente com Vd, respectivamente.

Além disso, considerando a população com intenção de tratar, seis vezes mais pacientes atingiram uma doença residual mínima negativa quando utilizado o daratumumabe, em comparação ao grupo que fez uso somente de Vd (12% x 2%).

A hematologista Juliane Musacchio do Grupo Oncologia D’Or destaca que o estudo traz uma opção melhor de tratamento. “O estudo traz grande benefício para os pacientes com mieloma múltiplo que fizeram uso do daratumumabe associado ao velcade e dexametasona (DVd), principalmente quando utilizado em segunda linha”, diz.

*Conteúdo com patrocínio Janssen

Sofia Moutinho

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.