Nos próximos dois anos, deve chegar ao mercado uma vacina que promete revolucionar os tratamentos contra o câncer. Chamada TeloVac, a vacina se utiliza das células de defesa do próprio paciente e age contra todos os tipos de tumor, impedido que as células cancerígenas se espalhem pelo corpo. Os estudos sobre a droga são financiados pelo Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha. Os cientistas acreditam que, até o final de 2013, o medicamento passará a integrar o rol de armas contra o câncer.

A vacina já foi usada com sucesso em voluntários britânicos com câncer no pâncreas – uma das formas mais letais da doença. E os médicos acreditam que a drogra pode agir também contra outros tipos de tumor, como os de pele, pulmão, fígado, mama e próstata.

Ao contrário das demais drogas usadas no tratamento do câncer, a vacina não ataca diretamente as células cancerígenas. Ela incita o sistema imunológico a encontrar e destruir uma enzima chamada telomerase, responsável por fortalecer a célula cancerígena. Ao agir especificamente sobre a telomerase, encontrada em alta concentração nas células do tumor, a droga não atinge as células normais do corpo, já que elas possuem pouca telomerase em seu interior. Assim, efeitos colaterais como náusea e perda de cabelo – típicos dos remédios usados no tratamento do câncer -, acabam minimizados.

A vacina, no entanto, ainda não terminou as fases de testes clínicos. Os resultados dos 53 hospitais que participam da pesquisa devem ser publicados até o final de 2012, mas acredita-se, com base em estudos anteriores, que a vacina seja eficiente em prolongar a sobrevida do paciente.

Os pesquisadores têm administrado a vacina em mais de 1.000 homens e mulheres nos estágios mais avançados de câncer no pâncreas – parte dos voluntários segue com o tratamento comum contra a doença, aliado ao novo medicamento. Embora o resultado definitivo não tenha sido divulgado, alguns pacientes já creditam à vacina o ganho de um ou dois anos de vida após o diagnóstico de uma doença que costuma matar em seis meses. Nos estágios iniciais da pesquisa, a droga foi aplicada a pacientes em estágio terminal, e garantiu a eles três meses a mais de vida.

Fonte: VEJA

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