Medicamento pode aumentar acesso ao tratamento e deve ser aprovado no Brasil também

Foi aprovado nos EUA pela FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regula medicamentos, o primeiro medicamento biossimilar de  trastuzumabe (Herceptin) para o tratamento do câncer de mama HER2 + e câncer de estômago metastático.

O medicamento terá o nome comercial de OGIVRI e já teve o pedido feito à Anivsa no Brasil pela LIBBS farmacêutica.

A aprovação é a segunda de um biossimilar para câncer no EUA. Veio depois do bevacizumab-awwb (Mvasi) , equivalente ao bevacizumab (Avastin), indicado apara vários tipos de neoplasia, como câncer colorretal metastático, glioblastoma e câncer de pulmão e rim.

Os estudos clínicos com biossimilares têm crescido muito nos últimos anos. Existem mais de 500 drogas em desenvolvimento no momento e pelo menos 11 potenciais biossimilares buscando aprovação do FDA. O mercado global para o setor, que era de 1,3 bilhão em 2013, deve alcançar 36 bilhões de dólares em 2020 de acordo com previsões da Allied Market Research.

Mas as agências reguladoras e vigilâncias sanitárias pelo mundo ainda trabalham para definir com mais precisão as regras para a produção e aceitação de biossimilares. O oncologista clínico do grupo Oncologia D’Or Gilberto Amorim, vê o avanço das pesquisas desse tipo de medicamento como uma oportunidade única de ampliação de acesso, mas pontua que apesar de similares, eles não nunca serão iguais às drogas originais e merecem estudos cuidadosos antes da incorporação.

“A expectativa é de que estes biossimilares possam reduzir o custo em 30 a 40%”, afirma. “Existem dados clínicos cada vez mais robustos, e os países estão cada vez mais aceitando o uso. No Brasil não será diferente, o que facilitará o acesso.”

Confira um vídeo sobre os estudos com biossimilares para câncer de mama apresentados na ASCO 2016:

 

 

Jornalista multimídia especializada na cobertura de saúde, ciência, tecnologia e meio ambiente. Formada em jornalismo na UFRJ com pós-graduação pela Fiocruz/COC.