A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova indicação para o uso da droga bevacizumabe no país. Agora os médicos poderão utilizar o medicamento biológico também no tratamento de pacientes com câncer de colo do útero. Conhecido pelo nome comercial Avastin e comercializado pelo laboratório Roche, o medicamento foi aprovado com base nos resultados positivos do estudo independente GOG-0240, de fase III, que demonstrou que a manutenção de bevacizumabe associado à quimioterapia, oferece benefícios de aumento de sobrevida para pacientes com câncer de colo do útero metastático, persistente ou recorrente.

Segundo o estudo, a combinação resultou em redução de 26% no risco de morte e em aumento de 30% na sobrevida global das pacientes em comparação às pacientes tratadas apenas com quimioterapia.

O câncer de colo do útero atinge mulheres jovens no Brasil, com idade média de 49 anos. Dados do Globocan mostram que a mortalidade para esta doença no Brasil é quase duas vezes maior do que em países desenvolvidos. E de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que no Brasil ocorram mais de 5 mil mortes por ano decorrentes do câncer de colo do útero e que, por ano, sejam diagnosticados mais de 15 mil novos casos da doença.

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