A alta expressão do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR, na sigla em inglês) indica que pacientes com câncer do pulmão sobrevivem por mais tempo ao se acrescentar cetuximabe à quimioterapia de primeira linha, segundo estudo apresentado na 14º Conferência Mundial sobre Câncer de Pulmão, realizada em Amsterdã e organizada pela Associação Internacional para Estudo do Câncer de Pulmão (IASLC).

“A nova análise do estudo FLEX Fase III permitiu identificar os pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas (NSCLC) com maior probabilidade de benefício com o tratamento de cetuximabe no quadro de primeira linha”, disse Robert Pirker, principal pesquisador do estudo, afiliado à Faculdade de Medicina de Viena, na Áustria. “Ao demonstrar a alta expressão de EGFR como o primeiro biomarcador preditivo para maior sobrevida global em NSCLC avançado, demos um importante passo em direção a uma abordagem mais personalizada nesta doença de difícil tratamento.”

Tendo por base uma nova análise de todos os pacientes do estudo FLEX (1.121 em 1.125 pacientes no estudo FLEX), os pesquisadores descobriram que pacientes com alta expressão de EGFR no tumor (escore superior a 200 e superior em uma escala de 0-300) se beneficiaram, de forma consistente, com o acréscimo de cetuximabe à quimioterapia independentemente da histologia. Neste grupo, a sobrevida global mediana foi de 12 meses, comparada aos 9,6 meses para pacientes recebendo somente quimioterapia.

Em pacientes com baixa expressão EGFR baixa não foi observada qualquer diferença em termos de sobrevida global entre pacientes recebendo quimioterapia mais cetuximabe, comparados aos que receberam quimioterapia somente.

Fonte: Oncoguia

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