Maior estudo clínico já feito sobre a doença não mostrou diferença na sobrevida para segundo transplante e rodada de quimio

 

Resultados de um ensaio clínico apresentado hoje (06/12) no 58º Reunião Anual da Sociedade Americana de Hematologia (ASH), em São Diego (EUA), sugerem que duas terapias comumente usadas em combinação com a terapia padrão (segundo transplante e segunda rodado de quimio) para mieloma múltiplo não melhoram a sobrevida livre de progressão. Os dados são do maior ensaio clínico randomizado com pacientes pós-transplante já realizado nos Estados Unidos.

O tratamento padrão para doença é composto de três etapas: 1- terapia combinada de inibidores de protease, análogos da talidomida, corticosteroides e altas doses de quimioterapia; 2- transplante autólogo e 3- tratamento com quimioterapia com drogas como a lenalidomida para prevenir a recidiva. Porém, muitos médicos nas últimas décadas têm adicionado a este regime mais ciclos de quimioterapia e combinações de três drogas depois do transplante e também um segundo transplante.

“O resultado é muito importante porque responde a dúvida sobre a eficácia desses procedimentos, tão amplamente usados”, diz o lpider da pesquisa, Edward A. Stadtmauer, do Abramson Cancer Center da University of Pennsylvania.

O ensaio contou com 758 pacientes de 54 centros de tratamento americanos. Não houve diferença de sobrevida livre de progressão entre aqueles que seguiram o regime padrão e os que receberam as terapias complementares. Mais dados, sobre toxicidade e indicadores de qualidade de vida serão liberados depois de 38 meses de follow up.

revista-onco

Oncologia para todas as especialidades.