Acresentar radioterapia às drogas hormonais para pacientes de câncer de próstata melhora significativamente a sobrevida em comparação com o tratamento hormonal isolado , e a combinação poderia salvar muitas vidas se fosse uma prática comum.

Em um estudo de homens com câncer de próstata – a segunda forma mais comum de câncer entre os homens em todo o mundo – os pesquisadores descobriram que 74% dos pacientes que receberam radioterapia além do tratamento hormonal ainda estavam vivos depois de sete anos.
Este número pode ser comparado com o índice de 66% de pacientes que receberam drogas hormonais, mas não a radioterapia, disseram os pesquisadores.

“Os resultados deste estudo são muito encorajadores”, disse Matthew Sydes, cientista sênior da Britain’s Medical Research Council’s Clinical Trials Unit, que ajudou a conduzir o estudo. Segundo ele, os efeitos colaterais adicionais da radioterapia são “mínimos”, sugerindo que os médicos podem estar confiantes ao recomendar o tratamento combinado para seus pacientes.

Depois do câncer de pulmão, o câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens em todo o mundo, matando cerca de 255 mil homens por ano.

Este estudo, realizado entre 1995 e 2005, envolveu mais de 1.200 pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha e do Canadá, diagnosticados com câncer de próstata localmente avançado e que tinha crescido fora da superfície da próstata, mas não apresentava propagação.

Metade dos homens foram tratados com drogas hormonais chamada terapia de privação de andrógeno, uma forma padrão de tratamento neste tipo de câncer. O restante foi tratado com a mesma terapia hormonal acrescida de um ciclo de radioterapia. Os resultados foram publicados na revista médica Lancet.

“O estudo mostrou que a radioterapia tem grande valor para pacientes com câncer de próstata localmente avançado”, disse Malcolm Mason, da Universidade de Cardiff, que trabalhou no estudo com o líder da pesquisa, Padraig Warde, da Rede de Saúde da Universidade de Toronto.

“A próxima etapa será assegurar que os resultados serão implantados nas recomendações de tratamento o mais rápido possível.”

Reportagem de Kate Kelland

Fonte: Reuters

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